Massacrado por dúvidas
Perto do desfiladeiro
Pequenas pedras rolando
Caindo no vazio rochoso
Barulho surdo ao chegarem ao destino
Será que chegam?
Ou entram em outra dimensão?
Onde não sejam apenas pedras
Onde estejam seguras
E não prestes a descrever uma queda
Sinto-me assim
Perto de cair
Não sei quando
Nem a gota d’água responsável
Apenas sei
Que vou cair
E que nenhuma mão agüentará meu peso
O peso de meus pecados
De meus medos
Do meu carma
(Carma!
Não sou mística
Mas convivo contigo todo o tempo!
Não me dás descanso
Nem quando tento fugir de tuas teias!
Ouço um risinho sarcástico no universo?!)
Não conseguirão impedir
E cairei
De verdade
Para sempre
(É difícil levantar e escalá-la…!)
Vou dormir
Vou vomitar
Vou me dopar
A queda será dolorida
Me rasgará por inteiro
Meus órgãos à vista
Meu cérebro exposto
(uma teia complicada – deveriam estudá-lo!!!)
Meu coração despedaçado
Conotativa e denotativamente
Socorro!!!
Vontade de gritaaaaar!!!
Não por cair desfiladeiro abaixo
- mas pelas espera.
Soltem-me!
Ajuda-me, carma!
Empurra-me de vez!
Deixa-me provas o chão
Seu sabor
E o sabor de tudo terminado
E selado
Para sempre…
E sempre…
E sempre…
Adeus!
Olá, chão.
caralho !!
-.-’ fico pasma a cada frase …..
O_O