
Desde que o bicho-homem se descobriu
Como um ser racional
Vive inventando novas formas de afirmar
Que não é mais um Neanderthal
Relações entre pessoas se baseiam no interesse
De sempre ganhar mais do que valem
Nem que não se trate simplesmente da moeda
Mas de um status que possam lançar mão
Divãs se entopem, remédios multiplicam
Tentando trazer alguma coisa que preencha
Essas figuras deformadas
Pelo tão alardeado “caos existencial”
Dialética
frenética,
estética,
cibernética
Em que mundo eu tô?
Alguém me explica, por favor!
Minha mente se atrofia com tanta informação
Em quem acreditar nesse mundo de enrolação?
esquerda, direita, centro, apolítico
quase ninguém liga pra isso
A gente vota como se fosse na escola
Pra quê dar ouvidos aos discursos na TV?
“Ladrões, porcos, brasileiros sem respeito
Eu, por exemplo, só tenho a perder”
É isso que a massa, como carneirinhos
É obrigada e ensinada a prever
E tudo se complica, e tudo que se diga
Cabe nesse velho
paradigma
Nossa, amor!!
Adorei o texto!!
Gosto quando escreves… Suas palavras transpiram a paixão que sentes pela escrita, reverberam sua mente crítica a respeito de tudo que escreves… Isso é muito bom!
Eu te amo.
lin do lindo lindo! adorei a poesia. quando vamos sair heim?
quando eu for grande,quero escrever que nem tu
Meu espírito hedonista goza ao ler tão profundas e bem escritas linhas.
Parabéns pelo texto, senhorita!