
Você não sabe que sou um vidro estilhaçado
a ponto de partir em pedaços?
Não nota que só as palavras preservam
dos lamentos, dos estragos?
Eu sou um canário de laço atado numa pata
Sou aquela moeda perdida entre a grama mal cortada
Não me esquente com seus lábios
nem me apare com seus braços:
Eu tombo por vontade própria
Crio os credos, faço as trocas
Não me atire pedras, isso é trabalho meu
Procure algum outro telhado
excomungue outro encarnado
E esqueça minha carne
de cicatrizes e arranhões
de hematomas, cortes, tudo
que a vida deu aos borbotões
Desista de me salvar
não sou sua porta para a virtude
Quero é me afogar
em todas as vicissitudes
às quais eu me colocar.
“Desista de me salvar
não sou sua porta para a virtude
Quero é me afogar
em todas as vicissitudes
às quais eu me colocar.”
eu amei esse trecho. Lindo! *.*
Muito lindo e legal aqui!
Gostei demais!
=)
Gostei da ideia de ser um vidro estilhaçado,foi intenso.