
Me sinto só, usada e jogada num canto, chorando, com a garrafa pela metade. Aquela garrafa de conhaque que comprei como enfeite para a estante da sala e que vejo ao meu lado, ouvindo as minhas queixas. Nunca havia conversado com uma garrafa… Viu o que fazes comigo? Agora já podes vangloriar-te e me chamar de louca.
Já riste das minhas lágrimas, já me subjugaste, já foste dormir sem me acalentar. Traste. E, assim, me esqueces. E tenho agora, como companhia, só esse conhaque pela metade, essa voz de bêbada e essas linhas mal escritas, garranchos, numa folha de papel qualquer. AGORA, EU SOU QUALQUER COISA PARA VOCÊ? Fico imaginando o que ficas imaginando…
Já te chamei de traste? É, palavrões não me cabem. Apesar de odiar-te até tuas entranhas, o máximo que consigo é “traste”. Apesar de te considerar o mais horrendo dos seres, meu bem, ainda és belo para mim. Engraçado, não?
Ah… Não consigo mais escrever. A cabeça pesa… as mãos pesam… Hum… Algo como… Sim, algo como…
[garrafa ao chão]
Oi Larissa… Em 8 de Julho vc disse que nao bebia. E agora virou meia garrafa de conhaque?? Ai ai ai…
antes tivesse virado a garrafa toda…
eita… =} eu não bebo nem incentivo ninguém, mas dadas as circunstâncias:
antes tivesse virado a garrafa toda…[2]
Gostei muito de blog. Keep it up!
Bjo.
não quebre a garrafa, lerissa. bebetudo e compra outra pra beber td tbm. =)
experimente tequila
o gosto de gim do conhaque enjoa