Você me deixa num talvez tão incômodo
Chegando à tortura para alguém como eu
Sou imediatista, meu caro
Quando se trata de sims e nãos.
Você me deixa num talvez tão profundo
Que eu tento desprender-me de ti
Mas algo me puxa de volta sempre
Como a ressaca da praia da noite de verão.
Tentativas frustradas de esquecer teu telefone
Mais frustradas ainda de esquecer teu nome
E nos momentos felizes ou amargos
Me apanho, surpresa, te abrindo o meu coração
Quis tanto crer numa resposta positiva
Quis tanto ser aquela que você queria
Todavia, a paciência acaba um dia
E transformo teu talvez no MEU não.
[e nem venha de pires na mão!]
COTA DE PACIÊNCIA
21 21UTC Setembro 21UTC 2009 por Larissa Fiodorovna
Ótimo! E ser imediatista, querer certezas não é privilégio só seu, minha cara. É triste viver na indecisão, e tentar mudar isso, esquecendo, deletando, apagando, só faz com que, quando você vai apagar, abra, releia e sinta toda aquela vontade de dividir as coisas novamente.
É a vida..
e são seus textos me fazendo sentir! Parabéns!
Bjinhos
Mudou o nome do texto?