Mostra-me outras mãos que não sejam as tuas
E choro outras lágrimas que não sejam as minhas
Entrego-te as pérolas e rendas do vestido
Nesses dedos calosos, jogo o tecido.
O escarlate toma a tua cara!
Cuspo ao chão
Acerto o gato morto
putrefato na sala de estar.
Cortinas pesadas combinam com o tapete
É grande o cômodo na casa de campo
O sol é tapado como em mausoléu
Cena encontra cenário conveniente.
Eu te posso, mas recuso de cara limpa
enquanto a tua contorce, range, vomita obscenidades
És o tudo que se esvaziou com o tempo
Recipiente mofado, encharcado de náusea absoluta.
Rogas as pragas das páginas amareladas
Rio até a última gargalhada, feito faca em ti.
Senti falta da sua poesia
“És o tudo que se esvaziou com o tempo
Recipiente mofado, encharcado de náusea absoluta.”
adorei isso.
=)
Quanta inspiração hein? Parabéns.