Waiting for the bells to ring
Carrying every kind of sin
Not sure if there’s a prize for winning
Esperando que os sinos toquem
Carregando todo tipo de sina
Sem a certeza se há prêmio por ganhar
Listening to the sax in the evening
All the stars are full of swing
Nothing on mind to think
Escutando o saxofone de tardinha
Todas as estrelas estão [...]
Arquivo da categoria ‘Larissa Fiodorovna’
LITTLE FLIGHT
Publicado em Larissa Fiodorovna em 23 23UTC Outubro 23UTC 2009 | 3 Comentários »
O QUE RESTA
Publicado em Larissa Fiodorovna em 1 01UTC Outubro 01UTC 2009 | 4 Comentários »
Peito imprudente!
Te consomes em mil ninharias
vidraças quebradas
da casa de bonecas com que deliraste.
Parvo!
Embora distante,
crias em ti o sentimento do cavaleiro que volta
reluzente armadura
no sol do entardecer.
Criatura tola e desfigurada!
Se tivesses a sorte do principiante
ao jogar os dados
ainda sim, contarias errado o resultado!
Enterraram tua inocência num buraco
e não demarcaram.
Riem de ti.
É tua paga, teu soldo.
Ajoelha e [...]
LÁBIOS
Publicado em Larissa Fiodorovna em 30 30UTC Setembro 30UTC 2009 | 2 Comentários »
A rainha chora.
Gotas espessas de sangue escarlate
coagulando-se depressa com a fibrina.
Mancha-se o vestido branco
de renda madre-pérola trazida da Europa.
Mancham-se as calçolas: já é moça.
Os lábios são entreabertos
como para provar delícias ainda cobertas
pelo véu da inocência ignorante.
A língua se aquece dentro da boca
e contorna os lábios virgens.
É a alma separando-se do corpo,
deixando-o na descoberta dos impudores [...]
COTA DE PACIÊNCIA
Publicado em Larissa Fiodorovna em 21 21UTC Setembro 21UTC 2009 | 2 Comentários »
Você me deixa num talvez tão incômodo
Chegando à tortura para alguém como eu
Sou imediatista, meu caro
Quando se trata de sims e nãos.
Você me deixa num talvez tão profundo
Que eu tento desprender-me de ti
Mas algo me puxa de volta sempre
Como a ressaca da praia da noite de verão.
Tentativas frustradas de esquecer teu telefone
Mais frustradas ainda de [...]
VERMELHO
Publicado em Larissa Fiodorovna em 9 09UTC Setembro 09UTC 2009 | 2 Comentários »
Trago as unhas vermelhas
Assim como a tinta da caneta
Assim como o blush nas bochechas
Assim como a raiva na cabeça.
Como a bolsa em cima da mesa de jantar
Como as flores que esqueceste de me dar
Naquele dia em que o vermelho acabou por ficar
No seu rosto, depois de te esbofetear.
E jogar nosso porta-retrato no chão
E de tapar [...]
RESUMO DA ÓPERA
Publicado em Larissa Fiodorovna em 4 04UTC Setembro 04UTC 2009 | 4 Comentários »
Ósculos e amplexos
Óculos e reflexos
Universo sem muito nexo
Nem meu nem de meu espectro.
Meu destino é incerto
O caminho é complexo
Um desfecho patético?
Um sucesso estético?
Ou estático?
Depende dos passos
Enlaces e percalços
Numa armadilha de ratos
Impressa nos erros dos atos.
Minha meta não é reta
É sinuosa, incorreta
Forma ciclos, incoerências
Mas não acaba em reticências.
Dormindo o sono dos justos
Fazem-se sonhos impuros
Torpes, longos e [...]
BASTAR
Publicado em Larissa Fiodorovna em 2 02UTC Setembro 02UTC 2009 | 1 Comentário »
Sabe
Muitas vezes fico só demais
Outras, há gente demais
Em volta.
Vontade
De ter em mim a solidão
A mais estúpida, confusa
Mais boba.
Os dias como meras miragens
A mente em tantas viagens
De ida e volta.
Às vezes sem volta
Vôo solto de pipa
Sem dono, sem linha
E sem nenhuma revolta
Por que a sensação que vem
É a de quem tem
O mundo nas mãos?
Na plena solidão
Na [...]
FIM DA CANÇÃO
Publicado em Larissa Fiodorovna em 31 31UTC Agosto 31UTC 2009 | 2 Comentários »
I
Mais um dia apontando mais um motivo
Relembrando o que veio antes
Olvidar todo o mal já feito
Meus brios, teus defeitos.
II
Há muitas formas de um amor ser conquistado
E muitas mais de ser rejeitado
Teu gosto não é mais certo;
ele azeda com o tempo.
III
Que bom ter rubricado meus livros
Que bom ter separado meus discos
Que bom a casa ser minha
Que [...]
INSONE
Publicado em Larissa Fiodorovna em 18 18UTC Agosto 18UTC 2009 | 3 Comentários »
sinto algo me espreitar
como causa da insônia
me fazendo vampira
sem sede de sangue.
CHÃO DE PALCO
Publicado em Larissa Fiodorovna em 15 15UTC Agosto 15UTC 2009 | 2 Comentários »
sou o palco de um balé pós-moderno
corpos ao chão, ao ar, movimentos frenéticos
elevados pela magia do não-ser
bem em frente a uma platéia de enganadores
que, ao fim, aplaudem estupidamente
e saem pela porta sem nada haver entendido.
sou o palco de um tango trágico
como todo deve ser
mostrando a dor do homem de coração cortado
na imagem da mulher traidora [...]